Natal (Rio Grande do Norte)


Município de Natal
Imagem panorâmica da cidade pelo Rio Potenji
"Cidade do Sol"

"Cidade dos Reis"

"Capital Espacial do Brasil"



Natal é um município brasileiro, capital do estado do Rio Grande do Norte, pertencente à Região Metropolitana de Natal, à microrregião de Natal e à mesorregião do Leste Potiguar. É conhecida como a "Cidade do Sol" por ser uma das localidades com o maior número de dias de sol no Brasil, chegando a aproximadamente trezentos[3]. Também é chamada de "Cidade Presépio" ou "Cidade dos Reis", por causa de seu principal ícone, o Forte dos Reis Magos. Também a chamam de "Capital Espacial do Brasil" devido às operações da primeira base de foguetes da América do Sul, a Barreira do Inferno, em Parnamirim[4].

O nome do município vem do latim natale e, segundo escritores, seu nome pode ser explicado por duas versões: a primeira refere-se ao dia em que a esquadra penetrou na barra do rio Potenji; a segunda tem ligação direta com a data da demarcação do sítio primitivo da cidade, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599 (Dia de Natal). É dotada de muitas belezas naturais e muitas praias atraindo por volta de dois milhões de turistas ao ano[5] (o que a torna a quinta cidade brasileira mais visitada pelos turistas[carece de fontes?] e a cidade mais visitada por portugueses [6]), que procuram, por exemplo, as praias de Ponta Negra e Genipabu, além do Carnatal, que é a maior micareta (bloco de rua) do Brasil. [7]

É a cidade mais populosa do Rio Grande do Norte; de acordo com o contagem realizada pelo IBGE no ano de 2007, detinha uma população estimada de 774.230 habitantes.[1] Segundo o IPEA, Natal é um dos 15 municipios menos violentos do Brasil [8] e a capital mais segura do Brasil[9][10]. Além disso, a cidade é o quarto maior IDH entre os municípios da Região Nordeste[carece de fontes?] e o Rio Grande do Norte possui o melhor IDH da Região Nordeste. Situa-se numa espécie de triângulo natural com um vértice para o norte, que é banhado de um lado pelo Rio Potenji e de outro pelo Oceano Atlântico. Por causa desta localização, recebe ventos constantes, condição que lhe concedeu o título, segundo a NASA, de cidade detentora do ar mais puro e renovável do continente[11]. Está localizada no litoral do estado, com uma altitude média de trinta e três metros acima do nivel do mar[12].

Atualmente, a cidade não para mais de crescer, e talvez, no futuro, poderá se tornar a próxima metrópole brasileira. Várias novas empresas vem se instalando e investindo na cidade a cada ano (com especial destaque as rede de hipermercados e principalmente construtoras imobiliárias). A cidade também é sede da rede de lojas de departamento Lojas

Brasão de Natal
Bandeira de Natal
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário  
Fundação 25 de dezembro de 1599
Gentílico natalense
Lema  
Prefeito(a) Carlos Eduardo Alves (PSB)
Localização
Localização de Natal
05° 47' 42" S 35° 12' 32" O05° 47' 42" S 35° 12' 32" O
Estado Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar
Microrregião Natal
Região metropolitana Natal
Municípios limítrofes Parnamirim (ao Sul), Extremoz (ao Norte), Macaíba (a Sudoeste) e São Gonçalo do Amarante (a Oeste).
Distância até a capital 2.509 quilômetros
Características geográficas
Área 170,298 km²
População 774.230 hab. cont. IBGE/2007 [1]
Densidade 4.546,3 hab./km²
Altitude 30 metros
Clima tropical úmido
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,788 (RN: 1°) médio PNUD/2000
PIB R$ 7.038.816 mil (BR: 39º) IBGE/2005 [2]
PIB per capita R$ 9.047,00 IBGE/2005 [2]

História

A história da Capitania do Rio Grande do Norte teve início a partir de 1535 com a chegada de uma frota comandada por Aires da Cunha, a serviço do donatário João de Barros e do Rei de Portugal, e que tinha o objetivo de colonizar as terras da região. A tentativa de colonização, porém, era impedida pela forte resistência dos índios Potiguares e de piratas franceses traficantes de pau-brasil. Estava iniciada a trajetória histórica da área situada na esquina da América do Sul.

Foz do Rio Potenji (à direita, porto de Natal).
Foz do Rio Potenji (à direita, porto de Natal).

No dia 25 de dezembro de 1597, sessenta e dois anos após a frustrada tentativa de Aires da Cunha, uma esquadra comandada pelo Almirante Antônio da Costa Valente e integrada por Francisco de Barros Rego, Mascarenhas Homem, Jerônimo de Albuquerque e Santiago (O Grande), entrava na barra do Rio Potenji. A primeira providência adotada pelos expedicionários foi tomar precauções contra os ataques indígenas e dos corsários franceses. Doze dias depois da chegada, no dia 6 de janeiro de 1598, começaram a construção de um forte sobre os arrecifes situados nas redondezas da chamada Boca da Barra. A edificação foi chamada de Fortaleza da Barra do Rio Grande (conhecida popularmente como Forte dos Reis Magos ou Fortaleza dos Reis Magos), por ter sido iniciada no dia consagrado aos Santos Reis.

Forte dos Reis Magos, vista externa
Forte dos Reis Magos, vista externa

O forte foi concluído no dia 24 de junho do mesmo ano e, nas circunvizinhanças, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de "Cidade dos Reis". Tempos depois, o povoado mudou de nome passando a se chamar "Cidade do Natal". Para alguns escritores, o nome Natal é explicado em duas versões: a primeira refere-se ao dia em que a esquadra penetrou na barra do Potenji; a segunda tem ligação direta com a data da demarcação do sítio primitivo da cidade, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.

Com a presença holandesa na região, a vida da cidade começou a evoluir. Durante o domínio holandês, a fortaleza que antes era de taipa passou a ser de alvenaria e a se chamar Forte de Kenlen. Natal, então, virou Nova Amsterdã no período de 1633 a 1654.

Prefeitura da cidade de Natal
Prefeitura da cidade de Natal

Seu crescimento foi acentuadamente lento nos primeiros séculos de sua existência. Segundo o historiador Câmara Cascudo, em 31 de dezembro de 1805 Natal tinha apenas 6.393 habitantes. Porém, no último ano do século XIX, a cidade já possuía uma população de mais de 16.000 pessoas. Começou a se desenvolver em ritmo mais acelerado, porém, somente a partir de 1922. As primeiras atividades urbanas tiveram início no bairro da Ribeira, situado na parte baixa da cidade, próximo à foz do Rio Potenji. Posteriormente, expandia-se em direção ao Centro, atual bairro da Cidade Alta. Na década de quarenta, a deficiente estrutura física da cidade provocou o adensamento das áreas urbanizadas, sobrecarregando-as de novos logradouros, notadamente no bairro do Alecrim.

Pela sua privilegiada posição geográfica, localizada no litoral nordestino, na chamada esquina do continente ou esquina do atlântico, foi favorecida pelo advento da Segunda Guerra Mundial. A cidade cresceu e evoluiu com a presença de contingentes militares brasileiros e aliados (particularmente norte-americanos), consumando-se o seu progresso com a construção das bases aérea e naval, local de onde as tropas partiam para o patrulhamento e para a batalha na defesa do Atlântico Sul, e na realização das campanhas militares no norte da África; fatos esses que lhe valeram para a região o apelido de “Trampolim da Vitória”.

Depois disso a cidade não parou de crescer e, no ano 1999, aniversário de 400 anos da cidade, Natal já estava com 700 mil habitantes. Hoje em dia a cidade transita por um processo para, talvez, tornar-se a próxima metrópole brasileira. Das capitais do Nordeste é a cidade em que residem mais estrangeiros e, no Brasil, perde apenas para São Paulo, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú (Santa Catarina), com predomínio dos italianos, portugueses, espanhóis e chilenos, sendo também muito procurada por estudantes africanos (geralmente de Angola, Guiné-Bissau ou Moçambique) e originários de países europeus (principalmente dos países escandinavos, especialmente da Islândia, Suécia e Noruega) para intercâmbio cultural. Atualmente é uma cidade moderna, que apresenta os melhores índices socioeconômicos do Nordeste, uma das menores desigualdades sociais do país e uma economia moderna e dinâmica. Devido a todos esses fatores, seus habitantes usufruem de uma ótima qualidade de vida em uma das capitais que mais se desenvolve hoje no Brasil.


Geografia

Variação da temperatura de Natal durante os meses do ano (em inglês)
Variação da temperatura de Natal durante os meses do ano (em inglês)

Clima

Imagem parcial de Natal por satelite, mais precisamente do Parque das Dunas
Imagem parcial de Natal por satelite, mais precisamente do Parque das Dunas

O clima da cidade é o tropical úmido, com temperatura média em torno de 28 °C[13]. Devido a sua próximidade com a Linha do Equador, alguns dias na capital potiguar chegam a ter 15 horas de sol seguidos. Durante todo o ano não se percebem mudanças drásticas no clima (salvo excessões), tendo como resultado um inverno quente, marcado apenas por chuvas entre os meses de julho e agosto. Porém, devido a sua localização privilegiada no continente, Natal recebe ventos constantes, o que torna o clima mais agradavel e que segundo um estudo feito pela NASA, a cidade torna-se a detendora do ar mais puro das Américas. Além disso, as dunas de areia funcionam como filtro natural para a água. [14]

Segundo meteorologistas é a cidade mais agradável, em questão de temperatura, para se viver em todo o Brasil [15]. A menor temperatura registrada foi de 17,2°C no dia 3 de junho de 1973 e a maior foi de 34,6°C no dia 8 de janeiro de 1989[carece de fontes?].

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima °C 31 31 31 30 30 28 28 28 29 30 30 30 29,7
Temperatura mínima °C 24 23 23 23 23 22 21 21 22 23 23 24 22,7
Chuvas mm 53 109 188 206 173 173 160 81 48 18 18 36 1263


Vegetação e Relevo

Sua vegetação é composta por mangues, vegetações litorâneas rasteiras e fragmentos de Mata Atlântica na orla marítima, provenientes da floresta conservada nos arredores e dentro do Parque das Dunas.

Já o relevo, é formada por planícies litorâneas, com depressões e planaltos. Possui milhares de dunas espalhadas por todo o território e com as mais variadas alturas. Grande parcela dessas dunas estão concentradas no mais novo parque de Natal, que ainda está sendo construído. Esse é o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte.[16]

Vista panorâmica e parcial da cidade, do lado direito, percebe-se o encontro do Rio Potenji com o oceano e também a Praia do Meio. Imagem histórica antes da construção da Ponte Newton Navarro, que liga a Praia do Forte à Praia da Redinha.
Vista panorâmica e parcial da cidade, do lado direito, percebe-se o encontro do Rio Potenji com o oceano e também a Praia do Meio. Imagem histórica antes da construção da Ponte Newton Navarro, que liga a Praia do Forte à Praia da Redinha.


Política

Com 464.856 eleitores registrados, teve seis candidatos a prefeito: Carlos Eduardo Alves (PSB), Luiz Almir (deputado estadual, do PSDB), Ney Lopes de Souza (deputado federal, do DEM), Fátima Bezerra (Deputada Federal, do PT), Leandro Carlos Prudêncio (PHS), Dário Barbosa de Melo (PSTU) e Miguel Mossoró (PTC). Para as 21 vagas da Câmara de Vereadores concorreram 340 candidatos de diversas coligações. [17]

O segundo turno foi disputado entre os dois candidatos mais votados no primeiro escrutínio: Carlos Eduardo (PSB) e Luiz Almir (PSDB). O então prefeito, Carlos Eduardo (PSB), venceu a disputa, sendo reeleito para um novo mandato de quatro anos, cujo início se deu em 1º de janeiro de 2005.


Divisões territoriais